Metade de mim cavalo de mim mesma eu te domino Eu te debelo com espora e rédea Para que não te percas nas cidades mortas Para que não te percas Nem nos comércios de Babilônia Nem nos ritos sangrentos de Nínive Eu aponto o teu nariz para o deserto limpo Para o perfume limpo do deserto Para a sua solidão de extremo a extremo Por isso te debelo te combato te domino E o freio te corta a espora te fere a rédea te retém Para poder soltar-se livre no deserto Onde não somos nós dois mas só um mesmo No deserto limpo com seu perfume de astros Na grande claridade limpa do deserto No espaço interior de cada poema Luz e fogo perdidos mas tão perto Onde não somos nós dois mas só um mesmo
Um comentário:
Adorei o poema de Sophia, uma de minhas preferidas. Por onde anda você? Saudades. Teu presente não está esquecido não. Com calma e com alma. Bjs.
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