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terça-feira, 29 de janeiro de 2008

nas cidades de Pasárgada




Os grafites são de São Paulo, mas o assunto ainda é sobre Fortaleza.
Li uma nota no jornal O Estado de São Paulo sobre o serviço Disque 100, da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, ligada à Presidência da República. A nota indicava que no ano de 2007, esse serviço recebeu um aumento de 80% no número de casos denunciados em relação a 2006. Em 2007 foram registradas quase 25.000 denúncias de maus tratos e exploração contra crianças e adolescentes. Em 2006, o número de denúncias foi de 13.800.
É claro que esses números referem-se a todo o Brasil. Mas me chocou a forma como o turismo sexual acontece em Fortaleza, a capital do turismo sexual. Entre outros estrangeiros, é marcante a presença dos italianos. Na revista Carta Capital li que a polícia italiana prendeu os proprietários de uma agência de viagem que vendia “pacotes” a 2000 euros, por 15 dias, para aqueles que buscavam a prostituição entre jovens de 16 a 18 anos. Para os turistas que procuravam crianças menores de 16 anos, havia uma taxa extra.
Além das agências especializadas no turismo sexual, existe a conivência e cumplicidade do setor de serviços que se beneficia com a presença desses turistas. Apesar de existirem alguns outdoors pela cidade e da distribuição de panfletos nos principais pontos turísticos alertando para o crime e divulgando o Disque 100, são medidas insipientes na repressão desse crime.
Combata e denuncie a pedofilia!
Que os jovens possam viver uma sexualidade emancipadora e livre da violência e dos abusos.