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terça-feira, 18 de janeiro de 2011

para um poema de fabrício carpinejar (3)



Chega um momento em
que somos aves na noite,

pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.



quarta-feira, 16 de julho de 2008

para um poema de fabrício carpinejar


Eu preferia ter perdido tudo
para não ficar reparando
as pequenas perdas.

segunda-feira, 7 de abril de 2008

para um poema de fabrício carpinejar



Estou mais perto de ser real.
Não dependo das rédeas
seguro-me nas crinas.