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sexta-feira, 7 de março de 2008

8 de março

Para
Amélia, Beatriz, Cleide, Dora, Eunice, Flora, Gabriela, Helena, Isabel, Julia, Laura, Maria, Nair, Odete, Paula, Quirá, Rosa, Silvana, Teresa, Úrsula, Vera, Xênia, Zenaide, Ana, Berenice, Carmem, Doralice, Eurídice, Filomena, Gertrudes, Hortência, Isaura, Jurema, Lúcia, Monalisa, Nana, Olga, Priscila, Quitéria, Rute, Sonia, Teolinda, Uma, Vilma, Xena, Zilda, Aparecida, Bárbara, Clarice, Dulcinéia, Elisabete, Fabíola, Gilda, Heliodora, Inês, Juliana, Laurinda, Mafalda, Nélia, Otília, Pina, Quimera, Rosália, Serena, Talita, Urana, Xerazade, Zilá, Ágata, Benedita, Conceição, Diana, Eloá, Fábia, Generosa, Haidê, Iemanjá, Jaqueline, Lara, Manoela, Naomi, Ofélia, Pilar, Quirina, Rosely, Sandra, Teodora, Ulima, Valentina, Xuxa, Zoraide, Angélica, Brigite, Clara, Darlene, Efigênia, Felícia, Giselda, Helga, Ivete, Josefina, Leila, Madalena, Neusa, Olinda, Penha, Quaraciama, Rufina, Shirlei, Tarsila, Ubirajara, Vânia, Xantipa, Zélia, Alice, Branca, Cecília, Désirée, Elsa, Fátima, Gerusa, Hebe, Iracema, Jasmim, Léa, Moema, Nora, Odemira, Penélope, Renata, Sebastiana, Tais, Ula, Vanusa, Ximena, Zelda, Adalgisa, Bernadete, Cibele, Djanira, Eva, Fernanda, Gioconda, Henriqueta, Imaculada, Joana, Leocádia, Marlise, Nádia, Olímpia, Plácida, Quaraci, Rafaela, Susana, Valéria, Xavantina, Zulmira, Alexandra, Bibiana, Cássia, Dinorá, Emília, Florípedes, Getúlia, Irma, Janete, Lurdes, Margot, Nara, Olívia, Potira, Ondina, Patrícia, Quaresma, Roberta, Salomé, Telma, Ulpiana, Xaviera, Zelinda, Abigail, Bernarda, Cinira, Diva, Edwiges, Francisca, Gina, Herondina, Leda, Morgana, Neide, Otacila, Porcina, Quelidônia, Rebeca, Túlia, Ubiracema, Vanessa, Xante, Zuleica e a todas as mulheres com outros nomes, e nomes em outras línguas que eu não sei nomear.

E especialmente, para as 900 mulheres da Via Campesina que esta semana promoveram um ato de protesto contra a monocultura do eucalipto e em defesa da soberania alimentar da população brasileira.

- Feliz 8 de março.


























































































































































































































































Para não esquecer
No Dia 8 de março de 1857, operárias de uma fábrica de tecidos de Nova Iorque fizeram uma greve. Ocuparam a fábrica. Reivindicavam a redução da jornada de trabalho para dez horas (o exigido eram 16 horas de trabalho diário), equiparação salarial (as mulheres chegavam a receber até um terço do salário de um homem, para executar o mesmo tipo de trabalho) e tratamento digno dentro do ambiente de trabalho. A manifestação foi reprimida com total violência. As mulheres foram trancadas dentro da fábrica, que foi incendiada. Aproximadamente 130 tecelãs morreram carbonizadas, nesse ato absurdamente desumano.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

o MAC expõe, o Kassab apaga


Primeiro foram os outdoors. Tudo bem, havia exageros, excessos, mas era só uma questão de estabelecer normas e fiscalizá-las. Afinal, num país de analfabetos e semi-alfabetizados, muitas outras formas de leitura são usadas pela população para localizar espaços e endereços na cidade. Além disso, alguns outdoors e luminosos de tão incorporados à paisagem urbana, constituíam o patrimônio da cidade. Mas, vá lá, o alcaide mobilizou esforços, recursos, e a cidade ficou pelada dos seus outdoors, placas, luminosos e outras formas de identificação. Há quem apóie, há quem discorde dessa medida.


Agora, são os grafites. As subprefeituras de São Paulo vêem sistematicamente eliminando os grafites dos muros da cidade. Faz parte da política de limpeza. O alcaide deve adorar a cor cinza-pardacenta da tinta usada para destruir os grafites. Li declaração da Secretaria Municipal que coordena as subprefeituras afirmando que elas pintaram 1 milhão de metros quadrados de muros em 2006. No primeiro trimestre de 2007 foram mais 500 mil metros quadrados de muro. O custo disso tudo é de R$ 300 mil mensais. Multipliquem e terão o total de recursos públicos gastos com o que Kassab considera sujeira.


Para a prefeitura, grafite só pode nos espaços autorizados. OK! São magníficos os murais pintados pelos grafiteiros na Av. 23 de maio ou o mural comemorativo do centenário da migração japonesa na Av. Paulista. Mas pretender que seja sempre assim é não entender nada. Grafite é arte da rua, uma doação que artistas grafiteiros fazem à cidade e aos cidadãos. Não dá pra querer normatizar, disciplinar, domesticar. É preciso não esquecer que é uma arte que tem uma característica marcante de contestação, de transgressão, um sentido libertário, criativo e crítico. Não depende de autorizações, alvarás e licenças. Outra característica é ser efêmera. Mas a prefeitura anda exagerando na rapidez com que faz desaparecer dos muros qualquer vestígio. Antes tivéssemos respostas aos outros problemas que a cidade e seus cidadãos enfrentam com tamanha rapidez!


E enquanto o Kassab apaga, o MAC – Museu de Arte Contemporânea da Universidade de São Paulo – expõe. Reconhecendo a importância dessa expressão artística contemporânea, o Museu apresenta a exposição Italian Street Art Meets The World. A exposição pretende confrontar a experiência de artistas brasileiros e italianos. Estão expostos 60 trabalhos, metade de grafiteiros brasileiros, metade de italianos. Entre os brasileiros foram selecionados dez artistas: Boleta, Bugre, César Profeta, Highraff, Prozak, Ndrua, Smael, Tim Tchais, Yá! e Zezão.






O curador da mostra é Fábio Magalhães com assessoria do grafiteiro Boleta. A mostra estará aberta ao público entre os dias 17/01 e 09/03 e a entrada é gratuita. O MAC fica no Parque Ibirapuera, no prédio da Bienal. Há quem conteste a entrada do grafite nos museus e galerias, mas essa é uma outra discussão.

Link http://www.macvirtual.usp.br/MAC/templates/exposicoes/streetart/apresentacao.asp